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O que sai nas redes

Tudo o que a gente publicou

Vídeo, card e live reunidos em um lugar só, do mais novo para o mais antigo. Cada item abre na rede onde foi publicado, e o que ainda vai ao ar aparece com data aqui em cima.

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Falta um mês para a eleição: a campanha que fala de defesa das mulheres

Guipa agradece quem compartilhou os conteúdos sobre violência contra a mulher e pede reforço na reta final da candidatura a deputado federal por São Paulo.

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Família, falta um mês para a grande decisão, para o resultado da nossa campanha, rumo à vitória de deputado federal pelo estado de São Paulo. Digo nossa porque com certeza eu abraço todos vocês que um dia compartilharam, curtiram ou comentaram algum post meu voltado ao meu trabalho relacionado à defesa das mulheres para essa candidatura a deputado federal.

Então eu peço para vocês: agora a gente trabalha ainda mais, continuando compartilhando os nossos conteúdos, botando na boca do povo o nome do Guipa, o meu nome, o que é que tem para a gente fazer para esse resultado chegar para a gente e eu conseguir representar vocês lá em Brasília, do lado das mulheres, de frente com o machismo. Eu sou o Guipa, seu candidato a deputado federal por São Paulo, 1508.

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Eu não quero o espaço da mulher, quero fazer o que nenhum homem teve coragem

Homem que fala de violência contra a mulher não está ocupando lugar de ninguém. O chamado é para quem não aguenta mais ver mulher apanhando e criança sofrendo abuso.

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Negócio é o seguinte: eu não quero o espaço da mulher, eu quero fazer o que nenhum homem teve coragem. Já tá aí, família. Você que é a favor da causa das mulheres, da causa das crianças: chega de mulher apanhando, mulher dormindo de olho aberto, chega de criança sofrendo com abuso. Vem comigo que eu vou representar.

Eu quero fazer o que nenhum homem teve coragem, que é apontar o dedo na ferida e falar pro homem que tá errado. Vamos votar certo, vamos favorecer as mulheres. As meninas merecem respeito. Vem comigo.

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O lugar da mulher é da mulher: o que cabe ao homem é conversar com outros homens

A agressão começa nas palavras. Sobre a autoanálise que Guipa cobra dos homens diante de fala machista, e por que essa conversa precisa acontecer entre eles.

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Uma das ideias que eu tenho em relação a essa questão da violência contra a mulher é que o homem se autoanalise em relação à sua postura. Ele tem que pegar e lutar para que não existam mais falas racistas, falas homofóbicas, falas obviamente machistas, que é o caso central. Botar o dedo na ferida e falar com a pessoa que um dia gritou com uma mulher, xingou uma mulher, ofendeu uma mulher, que a agressão começa nas palavras. Mostrar para a pessoa que está no caminho errado.

É vestir a camisa, cara. O homem precisa hoje vestir a camisa. Ele não é para pegar o lugar da mulher, porque o lugar da mulher é da mulher. É para conversar com os homens, para que esse machismo enraizado na sociedade, que muita gente quer que permaneça, acabe. Essa é a visão.

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Criança não nasceu pra ser mãe

Sobre quem defende em público que uma menina de dez anos grávida de estupro leve a gravidez adiante, e sobre a máquina de internet que trabalha para normalizar isso.

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Falar ao vivo que uma menina de dez anos, se ela ficar grávida de estupro, tem que levar. Criança não nasceu para ser mãe. É lógico: criança não é mãe, e pai não é vagabundo.

Eu vejo as pessoas propagando isso, e esses caras conseguiram, através da internet, fazer uma lavagem cerebral na cabeça das pessoas, que elas dão um jeito de tentar normalizar. E falar que você tirou do contexto, ou que não era bem assim o que ela quis dizer, ou então concordar com esse absurdo. Tem coisa que não dá para concordar, só tem uma posição.

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A delegacia mandou esperar até segunda, e ela foi presa

Uma mãe descobre numa sexta à noite que a filha foi abusada e ouve que sem flagrante não dá para registrar a ocorrência. A pergunta que fica: por que o atendimento de violência sexual contra criança para no fim de semana?

Ler o que ele fala

Grava esse vídeo e fala que essa delegacia está fechada. Está acontecendo muito isso. Tem um caso que também eu divulguei na minha rede social, lá em Minas Gerais, de uma moça que recebeu informação da sua filha de que o tio dela havia abusado dela sexualmente. Isso foi numa sexta-feira à noite. Ela chega, vai até a delegacia, e dizem o seguinte: se não é um crime pego em flagrante, não tem como fazer investigação e não tem como abrir boletim de ocorrência.

Ela tinha que esperar até segunda. No domingo ela vai até o salão de cabeleireiro. O meliante que fez o crime com a filha viu que ela estava lá, já tinha ficado sabendo da movimentação, foi tirar uma onda com ela, só que ela estava com uma faca. Ela deu cinco facadas no cara. E aí, o que aconteceu? Ela foi presa na segunda-feira. Aí eu te pergunto: por que tem que esperar até segunda-feira para um caso como esse? É um abuso de criança.

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Ela desceu do Uber num posto de gasolina e mentiu que tinha namorado

O motorista perguntava onde ela morava e se tinha namorado. Do relato dela sai a conta que quase nenhum homem precisa fazer: compartilhar a localização antes de entrar num carro.

Ler o que ela e ele falam

Ela: Eu passei por uma situação em que eu estava no Uber e ele começou a fazer um monte de perguntas muito estranhas, perguntando onde eu morava, se eu tinha namorado, coisa do tipo. Eu me senti tão amedrontada que eu parei num posto de gasolina. Tive que mentir, falei que o meu namorado estava me esperando, que a gente tinha brigado, porque eu senti muito medo de continuar a corrida com ele. Ele me deixou lá, mas ainda insistindo para me levar para casa. Chamei uma amiga, ela veio de carro e me levou para casa, porque eu fiquei com muito medo.

Guipa: Vou te fazer uma pergunta óbvia, mas é bom para passar para os homens que muitas vezes não entendem o tamanho do problema que é o patriarcado. Você acha que um homem tem que compartilhar a localização com outro homem quando entra no aplicativo, tem que viver uma situação dessas de constrangimento, até de insegurança?

Ela: Não, jamais. Existe um grande pacto de homens com homens, então eles nunca vão precisar fazer isso. Sempre quem vai precisar fazer isso vai ser a mulher, sempre vai precisar se defender de todas as maneiras contra o próprio pacto do patriarcado que eles têm.

Guipa: Estava aqui agora refletindo como existem mulheres que ainda desconfiam, e com razão, do meu posicionamento e daquilo que eu defendo. Mulheres querendo entender como que um cara como eu, tatuado, alemão, hétero, defende a causa da mulher. E eu não fico incomodado com isso, porque eu acho que, se a mulher hoje desconfia do homem, é porque o homem um dia deu motivo para ela desconfiar. O que eu quero é mostrar para vocês, através de atitude, que eu posso ser um cara que vai representar a fala de vocês. Ou, na verdade, não representar a fala de vocês, porque a fala de vocês é de vocês, mas sim ser um homem apontando o dedo para o outro homem e falando: está errado o caminho que você está seguindo.

Guipa: Eu ouvi de uma amiga que eu poderia ter reproduzido o que eu vivi dentro da minha casa, que é o machismo, que é o patriarcado, que é a violência contra a mulher. Mas eu preferi escolher outro lado, que é o lado certo, o lado que eu fui ensinado pelo meu avô e também pelo meu pai, que eram dois caras acima da média, que eram contra, mesmo que indiretamente, mas pelas atitudes, o patriarcado e a violência. Meu avô tratava minha avó como uma rainha, meu pai também trata minha mãe como uma rainha. O caminho certo é esse. Não existem dois lados: se tratando de coisa boa, só existe um lado bom, que é o lado contra a violência contra a mulher.

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Setembro Lilás na Baixada Santista: uma em cada quatro mulheres já foi agredida

Numa palestra sobre o mês de combate à violência contra a mulher, a ativista Bruna Maria conta que muda de rua e chama o carro por aplicativo a três quadras de casa. A conversa vira o que a internet ensina aos meninos.

Ler o que eles falam

Guipa: Estamos aqui, família, na zona portuária de Santos, vamos participar de uma palestra agora falando sobre o Setembro Lilás, que é o mês de combate e prevenção da violência contra a mulher. Bora lá. Estou aqui direto da Baixada Santista, com a minha parceira, minha amiga, ativista também pela causa das mulheres, Bruna Maria. Bruna, eu vou fazer algumas perguntas para você e quero saber a sua opinião, para a gente mostrar para as pessoas o quanto é importante divulgar essa questão do machismo, o quanto é importante combater e o quanto é importante falar sobre o tema, porque tem muita gente que acha que isso não existe.

Guipa: Primeira pergunta: em algum momento da sua vida você já mudou a rota de casa, mudou de rua, por conta de um homem suspeito que estava lá, com medo de ser assediada, de ser assaltada? Já aconteceu isso?

Bruna Maria: Sim, muitas vezes. Há muitos anos para cá eu tenho mudado a rota, tenho solicitado aplicativo mesmo que seja a umas três, quatro quadras de casa. Eu prefiro vir de aplicativo, ou então solicito a presença do filho, do marido, para não passar por nenhum tipo de constrangimento.

Guipa: Se você tivesse uma filha e um filho, como seria o seu ensinamento? Você ensinaria a filha a se defender, se tivesse que escolher um só, ou ensinaria o menino a não cometer atos machistas, a não ter ódio da mulher?

Bruna Maria: Eu tenho um filho e uma filha. Ensinei e ensino o meu filho a ser um homem de verdade, a respeitar a mulher e a tratar o assunto da violência com muita seriedade, porque é assim que merece ser tratado.

Guipa: É maluco o que a gente está vivendo, porque a internet hoje, que para muitos não tem que ser regulamentada, vive uma situação em que existe uma bolha, e essa bolha recebe muito conteúdo misógino, machista. Conteúdo que ensina outros homens, outros meninos da idade do seu filho, a cometer atos assim, a não entender o lado da mulher, a sentir ódio da mulher. Tem grupos piores ainda, que simplesmente querem que a mulher seja extinta da sociedade.

Guipa: Eu falei para um amigo meu outro dia, a gente estava conversando sobre essa questão do machismo, e eu perguntei: qual delas você abriria mão, do tipo, pode agredir, caso fosse necessário escolher uma? Aí ele falou: nenhuma, são mulheres, são humanas. Eu falei: então. Uma em cada quatro mulheres da nossa sociedade aqui no Brasil um dia já foi agredida. Você vê como é grave isso que a gente está vivendo. Esse combate tem que acontecer de ambos os lados, não dá para esperar que aconteça com alguém da nossa família para a gente tomar a frente.

Bruna Maria: Com certeza. E é muito importante alguém como você chamar para si essa responsabilidade, porque é uma pauta que diz respeito a toda a sociedade. Não é uma pauta só da mulher. Inclusive, se a gente parar para refletir, é uma pauta muito mais masculina, porque quem agride, quem comete feminicídio, são os homens. Então é uma pauta para mim, mulher, para você, como homem, para o adolescente, para a criança. É uma pauta para toda a sociedade. E quando a gente realmente entender e chamar a responsabilidade para a gente sobre esse tema tão importante, aí sim a gente vai conseguir ter uma sociedade muito mais saudável.

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