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O que sai nas redes

Tudo o que a gente publicou

Vídeo, card e live reunidos em um lugar só, do mais novo para o mais antigo. Cada item abre na rede onde foi publicado, e o que ainda vai ao ar aparece com data aqui em cima.

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Homens também sofrem com o patriarcado e podem ser aliados

Numa conversa sobre machismo, a convidada explica por que o patriarcado também adoece o homem, e por que parte do movimento de mulheres ainda desconfia de quem chega para somar.

Ler o que ela e ele falam

Guipa: É importante essa ideia do homem batalhando junto, até porque o patriarcado está dentro do homem. E o problema é o patriarcado, não é? Você não acha que o machismo, o patriarcado é o início de tudo?

Ela: O problema é o patriarcado, é o machismo, e ele, enquanto fenômeno que afeta a sociedade como um todo, não causa transtorno, problema ou consequência somente para o gênero feminino. Os homens também são fruto das consequências desse patriarcado e desse machismo. Existe, às vezes, alguma relutância com relação a algumas feministas, ou a alguns movimentos de mulheres que, às vezes, não enxergam a participação masculina como algo verdadeiramente genuíno e acabam achando que, de alguma forma, está sendo instrumentalizada a pauta para outros interesses.

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Agressor sai da delegacia de tornozeleira, e ela com alerta no celular

Simone Tebet descreve o projeto: quando a violência é grave, o homem sai vigiado. Se chegar a 50 metros da mulher, o celular dela e a delegacia mais próxima são avisados, e ele é preso por violar a medida protetiva.

Ler o que ela fala

Simone Tebet: Eu vou pedir então o seu voto para um projeto de lei que eu quero apresentar. Eu acho que a mulher, quando vai denunciar e está claro ali que a violência é grave, o homem tem que sair da delegacia com uma tornozeleira eletrônica e ela com o celular estabelecendo. Do contrário, ele não pode ser preso. Ele sai com a tornozeleira eletrônica, ele pode trabalhar, ter a vida dele, mas se ele chegar a 50 metros dela, apita no celular dela e apita na delegacia mais próxima, e vem a viatura dizer que ele violou a medida protetiva, portanto ele vai ser preso.

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A lei da igualdade salarial existe. Na prática, a mulher ainda ganha menos

Simone Tebet lembra que a mulher chega a receber 25% menos que o homem, e até 40% menos se for preta ou parda. Guipa conta o caso de um homem que matou duas mulheres por não aceitar ser chefiado por elas.

Ler o que ela e ele falam

Simone Tebet: O presidente sancionou, virou lei. O problema é que aí alguns setores recorreram à Justiça. A Justiça levou dois anos para analisar e só agora que está liberando. Acontece que a lei é uma coisa, a prática é outra. Porque uma mulher em relação a um homem, e no mundo não é diferente, chega a receber até 25% menos que um homem. Se for uma mulher preta ou parda, a depender da atividade, ela chega a receber até 40% menos que um homem.

Guipa: Eu fiz uma matéria no ano passado de um homem que matou duas mulheres no seu ambiente profissional, porque essas mulheres eram supervisoras dele, e ele não aceitava que mulheres mandassem nele. Então essa questão do patriarcado está diretamente ligada com a nossa cultura, com o nosso país. E eu percebo o seguinte: vocês tanto batalharam para que o patriarcado diminuísse, para que vocês tivessem esse poder de fala, poder de voto, poder de persuasão, poder de respeito dentro de uma casa, poder trabalhar, poder viver.

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Aprendi a ouvir mulheres e mudei uma expressão machista

Guipa conta que dizia que um preso "vai virar mulherzinha na cadeia" até uma amiga explicar que a frase diminui a mulher. Para ele, o que falta ao homem é ouvir quando o assunto é mulher.

Ler o que ele fala

Até hoje, às vezes, eu faço algum comentário que as meninas que andam comigo, principalmente da minha equipe, que são meninas mais ativistas, eu tenho bastante mulher na minha equipe de campanha, elas falam assim: olha, esse comentário não é legal. É normal. Eu não sou o cara que conhece tudo sobre o assunto a ponto de nunca cometer uma fala machista, um ato machista, porque nós vivemos nessa sociedade que precisa ser parada, que é a sociedade patriarcal. Então eu busco evolução constante.

Só que essa expressão é uma expressão ruim. E aí um belo dia uma amiga me chamou para conversar e falou assim: Guipa, eu sei que você não está querendo diminuir a mulher, mas quando você fala que o cara vai virar mulherzinha na cadeia, você está diminuindo a mulher. E eu peguei e ouvi. Eu acho que o que falta para o homem hoje é ouvir quando o assunto é um assunto voltado à mulher. Eu estou aqui falando sobre mulher porque você está me perguntando as coisas, mas se eu estou num bate-papo com você para falar sobre o assunto de mulher, quem vai falar mais vai ser você, porque você é mulher. Então acho que a gente tem que aprender com a mulher sobre o assunto, e, aprendendo esse assunto com a mulher, a gente tem que replicar.

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Delegacia da mulher fechada só abriu depois que alguém cobrou em público

Quatro delegacias da mulher chamadas de 24 horas estavam fechadas em São Paulo. Duas semanas depois de um vídeo sobre elas viralizar, Guipa foi conferir e elas estavam abertas.

Ler o que ele fala

Primeiro a gente tem que mostrar para as pessoas o quão importante é combater a violência contra a mulher. Tem muita gente que não leva a sério. Tem muita gente que, quando recebe uma denúncia, inclusive policiais, pensa assim: ah, essa mulher está denunciando, mas amanhã vai estar de volta na casa do marido. E não é bem assim. As pessoas precisam entender o quão importante e o quão perigosa hoje está essa questão da violência contra a mulher, e o quão importante é você combater de forma efetiva.

Para isso a gente tem que trabalhar em cima de notícias. Colocar a boca no trombone, falando português claro, falar dessa falta, por exemplo, de efetivo, falar dessa delegacia que hoje não fica 24 horas, incomodar o sistema, incomodar essas pessoas que não fazem o trabalho de forma efetiva ou que não ajudam as mulheres como devem ser ajudadas.

Eu falo isso porque em São Paulo a Simone Tebet, que é candidata ao Senado, fez um vídeo numa semana mostrando quatro delegacias de São Paulo que estavam fechadas e que eram chamadas de delegacia 24 horas para a mulher. Passaram duas semanas, eu fui fazer a patrulha, e essas delegacias já estavam abertas. O que eu quero dizer com isso: ela teve que falar, o vídeo dela teve que viralizar para as pessoas se sentirem sensíveis ao caso e botar realmente o efetivo para fazer com que a delegacia ficasse 24 horas aberta. Cutucar as pessoas que são responsáveis pela nossa segurança é fundamental.

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Em briga de marido e mulher, se mete sim

Na rua, um homem responde que é inadmissível o Brasil ter tanto feminicídio. O recado de Guipa: viu homem agredindo mulher, tem que se meter, e quem não tiver condição de intervir liga para a polícia.

Ler o que eles falam

Entrevistado: Não, não concordo. Acho que as pessoas devem alertar, sim, as autoridades. E, cara, é inadmissível o Brasil ter tanto feminicídio acontecendo, igual tem acontecido nos últimos anos.

Guipa: Esse é o recado, se liga só: se você viu homem agredindo uma mulher, você tem que se meter, sim. Não entrando na briga se você não tiver condição. Se você não tiver condição, entra na briga; se você não tiver, liga para a polícia. Estamos juntos.

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Falta um mês para a eleição: a campanha que fala de defesa das mulheres

Guipa agradece quem compartilhou os conteúdos sobre violência contra a mulher e pede reforço na reta final da candidatura a deputado federal por São Paulo.

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Família, falta um mês para a grande decisão, para o resultado da nossa campanha, rumo à vitória de deputado federal pelo estado de São Paulo. Digo nossa porque com certeza eu abraço todos vocês que um dia compartilharam, curtiram ou comentaram algum post meu voltado ao meu trabalho relacionado à defesa das mulheres para essa candidatura a deputado federal.

Então eu peço para vocês: agora a gente trabalha ainda mais, continuando compartilhando os nossos conteúdos, botando na boca do povo o nome do Guipa, o meu nome, o que é que tem para a gente fazer para esse resultado chegar para a gente e eu conseguir representar vocês lá em Brasília, do lado das mulheres, de frente com o machismo. Eu sou o Guipa, seu candidato a deputado federal por São Paulo, 1508.

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Eu não quero o espaço da mulher, quero fazer o que nenhum homem teve coragem

Homem que fala de violência contra a mulher não está ocupando lugar de ninguém. O chamado é para quem não aguenta mais ver mulher apanhando e criança sofrendo abuso.

Ler o que ele fala

Negócio é o seguinte: eu não quero o espaço da mulher, eu quero fazer o que nenhum homem teve coragem. Já tá aí, família. Você que é a favor da causa das mulheres, da causa das crianças: chega de mulher apanhando, mulher dormindo de olho aberto, chega de criança sofrendo com abuso. Vem comigo que eu vou representar.

Eu quero fazer o que nenhum homem teve coragem, que é apontar o dedo na ferida e falar pro homem que tá errado. Vamos votar certo, vamos favorecer as mulheres. As meninas merecem respeito. Vem comigo.

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O lugar da mulher é da mulher: o que cabe ao homem é conversar com outros homens

A agressão começa nas palavras. Sobre a autoanálise que Guipa cobra dos homens diante de fala machista, e por que essa conversa precisa acontecer entre eles.

Ler o que ele fala

Uma das ideias que eu tenho em relação a essa questão da violência contra a mulher é que o homem se autoanalise em relação à sua postura. Ele tem que pegar e lutar para que não existam mais falas racistas, falas homofóbicas, falas obviamente machistas, que é o caso central. Botar o dedo na ferida e falar com a pessoa que um dia gritou com uma mulher, xingou uma mulher, ofendeu uma mulher, que a agressão começa nas palavras. Mostrar para a pessoa que está no caminho errado.

É vestir a camisa, cara. O homem precisa hoje vestir a camisa. Ele não é para pegar o lugar da mulher, porque o lugar da mulher é da mulher. É para conversar com os homens, para que esse machismo enraizado na sociedade, que muita gente quer que permaneça, acabe. Essa é a visão.

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Criança não nasceu pra ser mãe

Sobre quem defende em público que uma menina de dez anos grávida de estupro leve a gravidez adiante, e sobre a máquina de internet que trabalha para normalizar isso.

Ler o que ele fala

Falar ao vivo que uma menina de dez anos, se ela ficar grávida de estupro, tem que levar. Criança não nasceu para ser mãe. É lógico: criança não é mãe, e pai não é vagabundo.

Eu vejo as pessoas propagando isso, e esses caras conseguiram, através da internet, fazer uma lavagem cerebral na cabeça das pessoas, que elas dão um jeito de tentar normalizar. E falar que você tirou do contexto, ou que não era bem assim o que ela quis dizer, ou então concordar com esse absurdo. Tem coisa que não dá para concordar, só tem uma posição.

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A delegacia mandou esperar até segunda, e ela foi presa

Uma mãe descobre numa sexta à noite que a filha foi abusada e ouve que sem flagrante não dá para registrar a ocorrência. A pergunta que fica: por que o atendimento de violência sexual contra criança para no fim de semana?

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Grava esse vídeo e fala que essa delegacia está fechada. Está acontecendo muito isso. Tem um caso que também eu divulguei na minha rede social, lá em Minas Gerais, de uma moça que recebeu informação da sua filha de que o tio dela havia abusado dela sexualmente. Isso foi numa sexta-feira à noite. Ela chega, vai até a delegacia, e dizem o seguinte: se não é um crime pego em flagrante, não tem como fazer investigação e não tem como abrir boletim de ocorrência.

Ela tinha que esperar até segunda. No domingo ela vai até o salão de cabeleireiro. O meliante que fez o crime com a filha viu que ela estava lá, já tinha ficado sabendo da movimentação, foi tirar uma onda com ela, só que ela estava com uma faca. Ela deu cinco facadas no cara. E aí, o que aconteceu? Ela foi presa na segunda-feira. Aí eu te pergunto: por que tem que esperar até segunda-feira para um caso como esse? É um abuso de criança.

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Ela desceu do Uber num posto de gasolina e mentiu que tinha namorado

O motorista perguntava onde ela morava e se tinha namorado. Do relato dela sai a conta que quase nenhum homem precisa fazer: compartilhar a localização antes de entrar num carro.

Ler o que ela e ele falam

Ela: Eu passei por uma situação em que eu estava no Uber e ele começou a fazer um monte de perguntas muito estranhas, perguntando onde eu morava, se eu tinha namorado, coisa do tipo. Eu me senti tão amedrontada que eu parei num posto de gasolina. Tive que mentir, falei que o meu namorado estava me esperando, que a gente tinha brigado, porque eu senti muito medo de continuar a corrida com ele. Ele me deixou lá, mas ainda insistindo para me levar para casa. Chamei uma amiga, ela veio de carro e me levou para casa, porque eu fiquei com muito medo.

Guipa: Vou te fazer uma pergunta óbvia, mas é bom para passar para os homens que muitas vezes não entendem o tamanho do problema que é o patriarcado. Você acha que um homem tem que compartilhar a localização com outro homem quando entra no aplicativo, tem que viver uma situação dessas de constrangimento, até de insegurança?

Ela: Não, jamais. Existe um grande pacto de homens com homens, então eles nunca vão precisar fazer isso. Sempre quem vai precisar fazer isso vai ser a mulher, sempre vai precisar se defender de todas as maneiras contra o próprio pacto do patriarcado que eles têm.

Guipa: Estava aqui agora refletindo como existem mulheres que ainda desconfiam, e com razão, do meu posicionamento e daquilo que eu defendo. Mulheres querendo entender como que um cara como eu, tatuado, alemão, hétero, defende a causa da mulher. E eu não fico incomodado com isso, porque eu acho que, se a mulher hoje desconfia do homem, é porque o homem um dia deu motivo para ela desconfiar. O que eu quero é mostrar para vocês, através de atitude, que eu posso ser um cara que vai representar a fala de vocês. Ou, na verdade, não representar a fala de vocês, porque a fala de vocês é de vocês, mas sim ser um homem apontando o dedo para o outro homem e falando: está errado o caminho que você está seguindo.

Guipa: Eu ouvi de uma amiga que eu poderia ter reproduzido o que eu vivi dentro da minha casa, que é o machismo, que é o patriarcado, que é a violência contra a mulher. Mas eu preferi escolher outro lado, que é o lado certo, o lado que eu fui ensinado pelo meu avô e também pelo meu pai, que eram dois caras acima da média, que eram contra, mesmo que indiretamente, mas pelas atitudes, o patriarcado e a violência. Meu avô tratava minha avó como uma rainha, meu pai também trata minha mãe como uma rainha. O caminho certo é esse. Não existem dois lados: se tratando de coisa boa, só existe um lado bom, que é o lado contra a violência contra a mulher.

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Setembro Lilás na Baixada Santista: uma em cada quatro mulheres já foi agredida

Numa palestra sobre o mês de combate à violência contra a mulher, a ativista Bruna Maria conta que muda de rua e chama o carro por aplicativo a três quadras de casa. A conversa vira o que a internet ensina aos meninos.

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Guipa: Estamos aqui, família, na zona portuária de Santos, vamos participar de uma palestra agora falando sobre o Setembro Lilás, que é o mês de combate e prevenção da violência contra a mulher. Bora lá. Estou aqui direto da Baixada Santista, com a minha parceira, minha amiga, ativista também pela causa das mulheres, Bruna Maria. Bruna, eu vou fazer algumas perguntas para você e quero saber a sua opinião, para a gente mostrar para as pessoas o quanto é importante divulgar essa questão do machismo, o quanto é importante combater e o quanto é importante falar sobre o tema, porque tem muita gente que acha que isso não existe.

Guipa: Primeira pergunta: em algum momento da sua vida você já mudou a rota de casa, mudou de rua, por conta de um homem suspeito que estava lá, com medo de ser assediada, de ser assaltada? Já aconteceu isso?

Bruna Maria: Sim, muitas vezes. Há muitos anos para cá eu tenho mudado a rota, tenho solicitado aplicativo mesmo que seja a umas três, quatro quadras de casa. Eu prefiro vir de aplicativo, ou então solicito a presença do filho, do marido, para não passar por nenhum tipo de constrangimento.

Guipa: Se você tivesse uma filha e um filho, como seria o seu ensinamento? Você ensinaria a filha a se defender, se tivesse que escolher um só, ou ensinaria o menino a não cometer atos machistas, a não ter ódio da mulher?

Bruna Maria: Eu tenho um filho e uma filha. Ensinei e ensino o meu filho a ser um homem de verdade, a respeitar a mulher e a tratar o assunto da violência com muita seriedade, porque é assim que merece ser tratado.

Guipa: É maluco o que a gente está vivendo, porque a internet hoje, que para muitos não tem que ser regulamentada, vive uma situação em que existe uma bolha, e essa bolha recebe muito conteúdo misógino, machista. Conteúdo que ensina outros homens, outros meninos da idade do seu filho, a cometer atos assim, a não entender o lado da mulher, a sentir ódio da mulher. Tem grupos piores ainda, que simplesmente querem que a mulher seja extinta da sociedade.

Guipa: Eu falei para um amigo meu outro dia, a gente estava conversando sobre essa questão do machismo, e eu perguntei: qual delas você abriria mão, do tipo, pode agredir, caso fosse necessário escolher uma? Aí ele falou: nenhuma, são mulheres, são humanas. Eu falei: então. Uma em cada quatro mulheres da nossa sociedade aqui no Brasil um dia já foi agredida. Você vê como é grave isso que a gente está vivendo. Esse combate tem que acontecer de ambos os lados, não dá para esperar que aconteça com alguém da nossa família para a gente tomar a frente.

Bruna Maria: Com certeza. E é muito importante alguém como você chamar para si essa responsabilidade, porque é uma pauta que diz respeito a toda a sociedade. Não é uma pauta só da mulher. Inclusive, se a gente parar para refletir, é uma pauta muito mais masculina, porque quem agride, quem comete feminicídio, são os homens. Então é uma pauta para mim, mulher, para você, como homem, para o adolescente, para a criança. É uma pauta para toda a sociedade. E quando a gente realmente entender e chamar a responsabilidade para a gente sobre esse tema tão importante, aí sim a gente vai conseguir ter uma sociedade muito mais saudável.

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