Quase ninguém ouviu. Dezessete propostas legislativas em quatro eixos, sete delas já com o texto do projeto de lei escrito. Está tudo publicado, do jeito que foi redigido.
propostas legislativas organizadas em quatro eixos
já com a minuta do projeto de lei redigida
compromissos: prevenir, proteger, responsabilizar e incluir
Passei anos ouvindo histórias que ninguém quis escutar até virarem manchete. Cansei de comentar e resolvi escrever.
Sou jornalista, apresentador e criador de conteúdo. Construí carreira em rádio e televisão cobrindo esporte e entretenimento, e passei por Grupo Bandeirantes, Esporte Interativo, RedeTV! e Rádio Mix FM. Ganhei projeção nacional na primeira temporada de A Grande Conquista, na Record.
Nas redes, a audiência se formou em torno de debates sobre comportamento, relacionamentos e defesa de pautas femininas. Foi ali que ficou claro: quase toda tragédia teve aviso antes. Um pedido de socorro que não chegou, uma denúncia que ficou parada, uma família cuidando sozinha de alguém sem nenhum apoio.
O resultado é um caderno com dezessete propostas em quatro eixos: proteção das mulheres e prevenção do assédio, proteção de crianças e adolescentes, apoio a mães solo e famílias cuidadoras, e inclusão e continuidade do cuidado da pessoa com deficiência.
Criar informação, protocolos e ambientes seguros antes que a violência ou o abandono aconteçam.
Garantir socorro rápido, acolhimento, renda mínima e continuidade do cuidado.
Punir agressores e organizações omissas, sempre com decisão fundamentada e devido processo legal.
Apoiar mães solo, famílias cuidadoras e pessoas com deficiência sem limitar os direitos a um único diagnóstico.
Cada proposta mostra em que pé está. Sete já têm a minuta do projeto de lei escrita. As outras seguem em ajuste jurídico e uma pode exigir emenda à Constituição.
Empresas devem prevenir o assédio, oferecer canal seguro de denúncia e investigar os casos sem retaliação, com treinamento, regras claras e prazo para apuração.
Sistema nacional de alerta para mulheres com medida protetiva, conectado às forças de segurança. Ao acionar, localização e dados essenciais seguem para a central responsável.
Resposta rápida a perseguição online, ameaças, controle de contas e exposição de imagens íntimas, com preservação de provas, remoção de conteúdo e apoio psicológico.
Reúne em um mesmo fluxo delegacia, acolhimento, saúde, assistência social, abrigo, Defensoria e Judiciário, para que a vítima não precise repetir a mesma história em vários lugares.
Acompanhar condenados de alto risco com avaliação especializada, tratamento, monitoramento e restrições definidas pela Justiça, incluindo impedimento de trabalhar com crianças quando houver decisão judicial.
Obriga plataformas digitais a retirar material de abuso sexual infantil, preservar provas e comunicar as autoridades, com canal prioritário, prazos de resposta e relatórios de transparência.
Ensinar, de forma adequada à idade, limites do corpo, adultos de confiança, riscos digitais e como pedir ajuda. Professores recebem orientação para acolher relatos sem pressionar a criança.
Permitir que vítimas denunciem crimes sexuais mesmo muitos anos depois, quando estiverem preparadas para falar, impedindo que o agressor fique sem julgamento apenas porque a vítima demorou a compreender o trauma.
Destinar bens e valores diretamente ligados ao crime para fundos de acolhimento, tratamento e reparação. Depois de decisão judicial, os recursos financiam abrigos, atendimento psicológico e assistência jurídica.
Evitar que pessoas condenadas por crimes graves contra mulheres ou crianças ocupem funções de confiança com vítimas potenciais. Órgãos autorizados consultariam registros na seleção de profissionais.
Quando a pensão alimentícia não for paga, o poder público poderá adiantar temporariamente parte do valor para a criança, e depois cobrar o devedor. A dívida não é perdoada.
Dias de licença para o trabalhador cuidador e direito de solicitar horário flexível, trabalho híbrido ou banco de horas. Consultas, terapias e emergências deixam de ser motivo automático para perda do emprego.
Cuidador substituto por algumas horas ou dias, para que a família possa descansar, trabalhar ou cuidar da própria saúde. Atendimento em casa, em centro-dia ou em unidade temporária.
Responde à pergunta que aflige toda família cuidadora: quem cuidará da pessoa dependente se o cuidador adoecer, for internado ou falecer. O plano registra medicamentos, rotina, contatos e serviços a acionar.
Evita que a família apresente os mesmos laudos e documentos repetidamente em cada órgão público. Um número de acompanhamento reúne pedidos, prazos e encaminhamentos de saúde, educação e assistência social.
Transforma a prevenção ao assédio em obrigação permanente das organizações, e não apenas em reação depois da denúncia. Avaliação de risco, treinamento, canal confidencial, apuração imparcial e proteção da vítima.
Exige seleção segura, treinamento e protocolos claros em toda instituição que trabalhe regularmente com crianças: escolas, esportes, igrejas, clínicas, transporte e projetos sociais.

O caderno completo traz as dezessete propostas, as sete minutas na íntegra e o quadro do que a análise jurídica ajustou. Sem cadastro e sem intermediário.
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